AFROLIC 2019


APRESENTAÇÃO AFROLIC 2019

apresent-ações

Pelas marginais
Passarão meninos
Guardando o país
Por quem batem os sinos
Se pelas catedrais
Os filhos da precisão
Pedirão mais por outro destino
Do que por sair da lama
Com pose de dama em carnavais
Esquecerão as dores
Lembrarão de Deus
Num porvir que aflore dor
Pelas marginais...

(Rita Ribeiro)

  • A Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN, a Universidade Federal Rural de Pernambuco, a Universidade Federal do Rio de Janeiro, o Instituto Federal do Rio Grande do Norte realizam nos dias 29, 30 e 31 de julho de 2019, na cidade de Natal - RN o III Congresso Internacional AFROLIC - Associação de Professores de Literatura Africana - com temática voltada à Literatura, Desigualdade, Ensino, dando assim continuidade à iniciativa que em 2015 organizou a II Afrolic em Recife - PE.
  • Ao organizar um evento dessa natureza, estamos falando sobre desigualdade e a redução do sujeito em objeto, da substituição ou apagamento das políticas voltadas às minorias, estamos falando do apagamento de línguas marginalizadas, estamos falando sobre as consequências do hipercapitalismo no mundo contemporâneo. No sistema "capitalista", entre o explorado e o poder, se interpõe um discurso escamoteado em cima da moral humana. Quadros e giz a postos nos muros das escolas públicas. Silêncio. Como diz Kabengelê Munanga, "o preconceito começa dentro da sala de aula e de portas fechadas".
  • A desigualdade no Brasil evidencia as consequências da opressão exercida por uma cultura dominante. A violência atravessa dos morros da desigualdade social em seu percurso histórico e subverte, altera e alija tanto as coletividades quanto os sujeitos em seu devir pessoal. Em um mundo de desigualdade e opressão por todos os lados, quem faz uso da escopeta, das balas perdidas, dos meninos da periferia? Onde se camufla a desigualdade que se esparrama dos guetos aos semáforos. Nos espaços para abreviar grafites, novos poetas baianos picham, a exemplo de Baco Exu do Blues: "Insatisfeito com o tamanho do mundo/Por isso o papel ficou pequeno/Escrevo em paredes/Em corpos na plebe/Na pele na linha tênue da epiderme"
  • No hipercapitalismo atual, a violência revisitada na escrita dos poetas aponta uma crítica ao colonialismo cultural que, de alguma forma, é preconceituoso e fundamentalista. A poética contemporânea africana, neste contexto, aponta dúvidas, faz perguntas sem respostas; denuncia o racismo do machista em tom de ironia. Basta observar o que escrevia a escritora Carolina de Jesus à beira de 1960: "Digam ao povo brasileiro/que meu sonho era ser escritora, /mas eu não tinha dinheiro/para pagar uma editora". Revisitar Carolina de Jesus é entender todo o processo de uma mulher preta que muito batalhou para ser reconhecida e lida e que, hoje, ocupa um espaço que é seu por direito.
  • Pensar a desigualdade é também investigar espaços, territórios, cartografias do desejo, textualidades e lutas no combate ao preconceito em todos os âmbitos. Averígua-se, sobretudo, no campo discursivo da linguagem da desigualdade que nos intoxica o que está por trás do discurso da violência social. Nesta jornada de pesquisador(e)s, poetas/ poetisas, escritor(e)s, professor(e)s de literaturas africanas, cientistas nacionais e internacionais, a literatura aqui vocalizada repensa a desigualdade em diálogo com os povos africanos, as comunidades mocambeiras e indígenas. A palavra que eu uso é de luta porque a palavra que eu defendo é de inclusão social. A literatura escrita por mulheres negras ainda não é direito de todas. Por abrigar essas vozes das margens, a literatura se destina à inclusão de todos os seres humanos e não humanos. A causa da Amazônia, a morte de indígenas, o desgelo na Antártida, o furacão na América, o descaso em Mariana e Brumadinho, o excesso de lixo no Capibaribe, o excesso de plástico encontrado nos animais marinhos, não descarta uma pergunta importante: quem matou Marielle? Tudo isso nos interessa como matéria de investigação literária. Também a(o)s escritor(e)s que tomam conta do mundo doente que aí se apresenta, o uni(verso) das palavras, o grito excluído preso que se solta da garganta incomodando os acomodados, os felizes em meio ao caos.
  • Sejam todos bem-vindos, contamos desde já com suas pensament-ações, com suas contribuições investigativas! Saravá!

AFROLIC 2019 

PROGRAMAÇÃO DO EVENTO

SIMPÓSIOS TEMÁTICOS 

LISTA DE SIMPÓSIOS

SIMPÓSIO 01: LEITURAS AFRICANAS E AFRO-BRASILEIRA: O ENSINO EM PERSPECTIVA

COORDENADORES:

VALDENIDES CABRAL DE ARAÚJO DIAS (UFRN)

MÁRCIA TAVARES SILVA (UFCG)

O Simpósio propõe discutir, a partir das literaturas africanas e afrobrasileiras, questões relativas às formas de combate às desigualdades geradas pelo preconceito, pelo racismo e pela discriminação em sala de aula. Mesmo após três décadas de debates e questionamentos acerca da implementação da Lei 10.639/08 e de inúmeros estudos daí resultantes, a escola permanece negligente em relação a essa problemática, dificultando, na prática, o desempenho de um ensino inclusivo que proporcione o debate sobre as desigualdades com as quais lida diariamente. Cabe à escola o papel importante na reversão desse quadro, oportunizando aos alunos refletirem sobre temas como pertencimento e identidade. Deixando de praticar a "política do avestruz", o papel do professor como mediador é fundamental, uma vez que a ele cabe desenvolver as estratégias de ensino que melhor se adequem às necessidades dos alunos. De forma que o aluno, uma vez na escola, possa sentir que, naquele espaço, reside a possibilidade de questionar e desconstruir os mitos de superioridade e inferioridade entre grupos humanos que foram introjetados neles pela cultura racista na qual foram socializados. (MUNANGA, 2005). As literaturas de matrizes africanas entram, pois, como coadjuvantes do ensino para, a partir de seu universo mágico, fabulado e humanizador (CANDIDO), permitindo ao aluno "posicionar-se diante da obra literária, identificando e questionando protocolos de leitura, afirmando ou retificando valores culturais, elaborando e expandindo sentidos" (COSSON, 2014). Serão aceitos trabalhos que contemplem as relações entre essas literaturas e o ensino, bem como suas contribuições para dirimir as desigualdades existentes no espaço escolar.

Palavras-chave: Afrobrasilidades. Ensino. Inlusão.

SIMPÓSIO 02: ÀS MARGENS DO ÍNDICO E DO ATLÂNTICO: LITERATURA, HISTÓRIA, CINEMA E OUTRAS ARTES DE MOÇAMBIQUE E ANGOLA

COORDENADORES:

CARMEN LUCIA TINDÓ RIBEIRO SECCO- UFRJ

MARINEI ALMEIDA- UNEMAT

Nossa proposta é reunir comunicações que discutam relações entre Literatura e História, com base em obras literárias de Angola e/ou Moçambique, tanto em poesia como em prosa e também filmes, documentários, pinturas. Será dada ênfase a trabalhos que abordem intertextualidade e correspondência entre artes. Concebendo literatura, cinema e outras artes como instâncias artísticas capazes de diálogos críticos com a história, nosso simpósio pretende refletir acerca de alguns modos como a literatura e outras artes, em Angola e Moçambique, países às margens do Atlântico e do Índico, representam seus territórios - a terra, o mar, o homem, a cultura, etc - e pensam a nação, após suas respectivas independências. Tais artes poderão também ser examinadas por seu compromisso com a metalinguagem e a criação estética. Portanto, tendo como corpus de análise obras literárias, pinturas, filmes e/ou documentários de autores angolanos e moçambicanos, serão aventadas tendências literárias, pictóricas e cinematográficas existentes nesses países.

Palavras-chave: Literatura, História, Cinema, Pintura, Angola, Moçambique

SIMPÓSIO 03: INCLUSÃO SOCIAL E LITERATURA NAS ESCOLAS: AS PRODUÇÕES DE AUTORES/AS

AFRICANOS/AS, INDÍGENAS E AFRO-BRASILEIROS/AS

COORDENADORES:

ROSILDA ALVES BEZERRA-UEPB

VANESSA RIAMBAU-UFPB

A partir das Leis que asseguram a obrigatoriedade do ensino da cultura e história afro-brasileiras, africanas e indígenas nas escolas iniciamos a nossa proposta no referido Simpósio. A lei 10.639 foi sancionada em 2003 e instituiu o ensino da cultura e história afro-brasileiras e africanas. A lei 11.645/08 complementa a lei anterior ao acrescentar o ensino da cultura e história indígenas. Ambas alteram a lei 9.394, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Nesse contexto, com mais de dez anos de aplicabilidade da lei nas escolas, o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana, fez-se necessário para garantir uma ressignificação e valorização cultural das matrizes africanas que formam a diversidade cultural brasileira. Portanto, os professores exercem relevante papel no processo da luta contra o preconceito e a violência, além da discriminação racial e social no Brasil. Por representar um momento histórico ímpar, de crucial importância para o ensino da diversidade cultural e o respeito por todos/as no Brasil, buscamos com essa proposta apresentar artigos que destaquem de modo positivo e afirmativo as produções literárias de autores/as africanos/as, indígenas e afro-brasileiros/as, no intuito de valorizar devidamente a história e a cultura do povo afrodescendente e indígena, buscando assim reparar danos, que se repetem há cinco séculos, à sua identidade e a seus direitos. Esta inclusão nos currículos da educação básica amplia o foco dos currículos escolares para a diversidade cultural, além de levar a reflexão sobre essas temáticas, também pretende auxiliar na superação das desigualdades no Brasil.

Palavras-chave: Lei 11.645/08. Ensino. Literaturas. Indígenas. Africanas. Afro-Brasileiro.

SIMPÓSIO 04 : REPRESENTAÇÕES DAS INDEPENDÊCIAS NA ÁFRICA LUSÓFONA

COORDENADORA:

POLLYANA DOS SANTOS SILVA COSTA-UNB

Os movimentos pela independência africanos que aconteceram nos anos subsequentes ao fim da II Guerra Mundial procuraram reforçar as experiências que a população submetida possuía em comum (segregação racial, exploração econômica e a sensação de estar exilado dentro do seu próprio território) para criar a imagem de uma unidade nesses sujeitos. O discurso unificador tinha como base o pressuposto de que toda a população do continente compartilhava do desejo de lutar contra as injustiças causadas pela dominação estrangeira, tratava-se da 'condição africana'. Entretanto, as guerras pela independência caracterizavam-se, geralmente, por ceder o poder do colonizador às elites burguesas locais. Tais grupos se utilizavam das massas a fim de alcançar a emancipação, porém não lhes davam o direito de participação política na gênese da nova nação, reproduzindo as situações de opressão características do sistema colonial. Diante disso, torna-se necessária a discussão do emprego da terminologia mais adequada à atual conjuntura política das ex-colônias: pós-colonialismo ou neocolonialismo. Tendo em vista que as relações de poder comuns aos governos coloniais não se encerraram com a independência das nações africanas, o uso do termo 'pós-colonialismo' pode gerar ambiguidade, ao sugerir o fim da colonização. No entanto, Bhabha considera que tal designação não signifique necessariamente uma ruptura com o regime anterior, mas uma continuidade desse domínio observada nas consequências deixadas em suas ex-colônias. Esse simpósio propõe a discussão sobre as representações acerca dos movimentos de libertação presentes na Literatura Africana de Língua Portuguesa.

Palavras-chave: Pós-colonial; Literatura Africana; Representação; Independência.

SIMPÓSIO 05: ANCESTRALIDADE, ORALIDADE E MEMÓRIA: DESAFIOS DA LUSOFONIA NOS PAÍSES AFRICANOS DE LÍNGUA PORTUGUESA E NA DIÁSPORA AFRICANA NO BRASIL.

COORDENADORES:

CAROLINA DOS SANTOS BEZERRA-UFJF

JOSYANE MALTA NASCIMENTO-UNILAB

Dentre os desafios encontrados nos estudos de Literatura Africana de expressão portuguesa e da diáspora africana no Brasil, destaca-se a pátria cultural legada pelo colonialismo português: a língua lusitana. Nesse âmbito, o conceito de lusofonia surge como elemento de coesão entre os cinco países africanos que adotaram a língua portuguesa como oficial, incluindo o Brasil e Portugal. Entretanto, essa pretensa coesão não se sustenta no espaço literário, tampouco no da crítica, justamente porque está envolta em inquietudes de ordem ideológica e cultural. Dentre essas tensões, evidencia-se, nas mais diferentes paisagens que foram transformando esses corpos em diáspora, a não incorporação da multiplicidade de expressões e manifestações que têm como base a oralidade, a memória e a ancestralidade presentes nos valores civilizatórios africanos. Outrossim, o conceito de lusofonia, ao agregar linguisticamente os Palop, salienta também a tensão entre cultura escrita e oral, deixando à margem da hegemonia colonialista as expressões e estéticas africanas presentes em diversas oralituras, por exemplo, nos jongos, congadas, batuques de terreiro, sambas de roda, moçambiques, irmandades, cantos e lamentos. Nesse sentido, para se evidenciar a problemática coesão lusófona, não se pode deixar de fora desse círculo a herança oral africana presente na diáspora no Brasil. É necessário também partir do reconhecimento das afinidades e ancestralidades afro-diaspóricas com foco nos aspectos simbólicos do patrimônio material e imaterial, além da riqueza linguística das variedades de línguas crioulas que permeiam os Palop, ao invés de homogeneizar por um só viés um conjunto de nações e povos com características tão singulares e distintas entre si.

Palavras-chave: Lusofonia, Oralitura e Ancestralidade.

SIMPÓSIO 06: A URGÊNCIA DE LER A ESCRITA FEMININA EM ÁFRICA

COORDENADORES:

FRANCISCA ZULEIDE DUARTE DE SOUZA-UEPB

KLEYTON RICARDO WANDERLEY PEREIRA-UFRPE

De acordo com Rachel DuPlessis (1985, p.46), há uma estreita relação entre os Estudos Pós-Coloniais e o Feminismo uma vez que, nas sociedades coloniais, "uma mulher da colônia é uma metáfora da mulher como colônia". As pesquisas sobre a produção literária de mulheres africanas têm colaborado cada vez mais para a visibilidade das contradições existentes nas convenções sócio-histórico-culturais e, como consequência disso, representam uma reação dos sujeitos antes silenciados não só pelo discurso colonialista, mas também pelo poder do patriarcado. Nessa perspectiva, a ótica da escrita feminina contribui não só para a ruptura com as estruturas de dominação masculina, mas também para o questionamento sobre as formas e modos literários e o desmascaramento dos fundamentos do cânone. A escrita das mulheres africanas tem encontrado cada vez mais espaços para narrar suas próprias experiências num dinâmico processo de "escrevivências" que evidenciam uma ótica particular através da dicção feminina. Através de sua literatura, as autoras africanas retratam o papel da mulher na sociedade ancestral e os conflitos na adaptação a uma nova realidade, advindos com os processos de descolonização. Este simpósio tem por objetivo reunir pesquisas sobre a produção literária de escritoras africanas das línguas portuguesa, inglesa, francesa e espanhola, ampliando o debate e abrindo um espaço de diálogo sob a orientação de várias propostas teóricas que fundamentam questões sobre linguagem, memória, identidade, gênero, experiências diaspóricas ou demais temas próprios das culturas africanas tradicionais.

Palavras-chave: Literaturas africanas. Literatura e mulher. Literaturas Pós-Coloniais. Feminismo.

SIMPÓSIO 07: NÃO FOI ISSO QUE COMBINAMOS...

COORDENADORES:

Andrea Muraro - UNILAB

Júlio Machado - UFF

Passados mais de quarenta anos das independências dos países africanos, este simpósio tem interesse em discutir os processos identitários percorridos por estas literaturas, revendo aspectos que despontaram ao longo do período anterior e posterior às independências, tal como o nacionalismo. Dessa forma, serão acolhidas questões sobre apropriações e reelaborações que perpassem as oralidades e as escritas da memória, o aproveitamento da História e também da Antropologia, como vozes significativas na composição literária, ao lado da construção teórico-crítica dessas mesmas literaturas. Junto disso, também serão bem-vindas reflexões sobre produções literárias que se valem de abordagens sobre as tensões e os pactos sociais contemporâneos.

Palavras-chave: Literaturas africanas em língua portuguesa. Pós-Independência. Processos identitários

SIMPOSIO 08: AS PLURALIDADES DAS REPRESENTAÇÕES DO CORPO FEMININO NAS LITERATURAS AFRICANAS E AFRO-BRASILEIRAS PRODUZIDAS POR MULHERES

COORDENADORES:

ANA RITA SANTIAGO -UFRB

TATIANA PEQUENO -UFF

Gayatri Spivak, no famoso ensaio intitulado "Literatura", lembra como é importante, para a construção de um feminismo verdadeiramente pós-colonial, a existência de vozes nativas capazes de confrontar as estratégias burguesas e imperialistas de representação dos corpos das mulheres. Sendo assim, lançamos como questão estruturante de nossa proposta investigativa: como se operacionalizam as representações dos corpos das mulheres e dos femininos nas literaturas angolanas, moçambicanas, santomenses, guineenses, caboverdianas e afro-brasileiras produzidas pelas próprias mulheres? Com efeito, o presente simpósio terá o objetivo de congregar propostas de comunicações que, ao contrário das estratégias essencialistas de compreensão ou classificação tradicional (ou apenas ocidental) da mulher, do corpo feminino e dos feminismos, levem em consideração as abordagens de desvelamento das práticas locais que problematizem as relações de (in)visibilidade e violência. Neste sentido, temos interesse especial por abordagens do texto literário que propiciem leituras e análises que sejam erigidas a partir de reflexões que discutam, sobretudo, as condições subjetivantes da ancestralidade, do etarismo, da raça, da classe, do gênero e da sexualidade como forças motrizes também dos processos de formação das identidades.

Palavras-chave: feminismo pós-colonial, literatura produzida por mulheres, corpo feminino

SIMPÓSIO 09: LITERATURAS AFRICANAS E A 10.639/03 (2003/2019): VEREDAS E TRAVESSIAS

COORDENADORES:

MARIA ANÓRIA DE JESUS OLIVEIRA -UNEB

ZORAIDE PORTELA SILVA-UNEB

A literatura, assim como os demais produtos culturais, não ficou alheia às injunções do tempo constituindo-se, em sua trajetória histórica, em uma linguagem susceptível ao racismo e suas multifacetadas faces, conforme evidenciado por reconhecidos/as estudiosos/as da área. Identificamos, nessa linha de pensamento, a reincidência de um perigo problematizado pela escritora nigeriana Chimamanda Adiche (2008). Referimos-nos, no caso, ao perigo de uma história única, através da qual se visa a salvaguardar valores culturais eurocêntricos em detrimento dos demais. Esse vicioso círculo foi alterado, de certa forma, após o impacto das Ações Afirmativas no âmbito da educação e, por consequência, no mercado editorial. Contudo, mais de quinze anos transcorreram sem haver, de fato, o cumprimento da Lei Federal 10.639/03, salvo raras exceções; e, pior, nos últimos anos passamos a sofrer acintosa perda de direitos conquistados há duras penas, além da ameaça de mordaças ao legado cultural que nos remete às origens africanas recriadas no Brasil. Diante do cenário caótico de retrocessos, reconhecemos a necessidade de nos determos sobre produções que possibilitam a valorização e a ressignificação das literaturas africanas destinadas ao adulto, às crianças e aos jovens (estas últimas denominadas infanto-juvenis. Re/pensar recortes, aportes teóricos, metodológicos, o lugar do nosso discurso e/ou o ensino de tais literaturas com o intuito de, também, ampliar estratégias antirracismos são os objetivos do presente GT. Ensejamos que os participantes apresentem resultados parciais ou concluídos de pesquisas que possam favorecer a formação do leitor crítico, atento às causas antirracismos e às diferenças.

Palavras-chave: Literaturas africanas, ensino, Lei 10.639/03, identidades.

SIMPÓSIO 10: CIDADANIA CULTURAL, MEMÓRIA E DESIGUALDADE: A LITERATURA AFRICANA COMO ENSINO DOS/PARA DIREITOS HUMANOS

COORDENADORES:

VÂNIA VASCONCELOS GICO-UFPE

PINGRÉWAOGA BÉMA ABDOUL HADI SAVADOGO -UFRN

A Literatura sempre se destacou enquanto guardião de diferentes produções socioculturais de grande relevância, sendo porta-voz da diversidade e das desigualdades sociais, visto que carrega consigo a intelectualidade de um povo. No viés dos estudos sobre as culturas e realidades africana e afro-brasileira, a Literatura soube denunciar as injustiças sociais e cognitivas (colonialismo, patriarcalismo, capitalismo e epistemicídio). A partir do conceito de cidadania cultural, que permite a criação de espaços de expressão e de ação a diferentes grupos e camadas sociais para reivindicar seus direitos humanos, o presente simpósio se propõe a pensar e discutir a cidadania cultural enquanto expressão dessas culturas.

Palavras-chave: Cidadania cultural; Literatura africana/afro-brasileira; direitos humanos.

SIMPÓSIO 11: VERTENTES DO INSÓLITO FICCIONAL EM LITERATURAS AFRICANAS DE LÍNGUA PORTUGUESA

COORDENADOR:

FLAVIO GARCÍA-UERJ

Ainda que, nomeadamente no Brasil e em Portugal, se verifiquem preconceitos aos estudos da ficção africana não assumidamente subordinados à militância comprometida com forças político-ideológicas contra-hegemônicas, o que, indiscutivelmente, (re)afirma certa postura de guetização desses estudos, é fato incontestável que, no universo literário, obras de alguns escritores flertam com diferentes manifestações artísticas do insólito ficcional, se observadas sob perspectivas globalizadas e transnacionais.Tal se verifica, em grande escala, em muitos contos, alguns romances e na maioria das novelas do escritor moçambicano Mia Couto. Mas isso não é caso exclusivo do autor de Vozes anoitecidas, O outro pé da sereia e Vinte e zinco, por exemplo. O mesmo fenômeno se dá em parte da ficção de outros escritores moçambicanos, como é o caso de Ungulani Ba Ka Khosa, Paulina Chiziane, Aldino Muianga ou Anibal Aleluia, que publicou uma reunião de narrativas intitulada Contos fantásticos (1988). E o mesmo ainda se alastra na obra de certos ficcionistas angolanos, como se pode verificar na contística de Ana Paula Tavares ou José Eduardo Agualusa ou na romanesca de Pepetela, a que se deve a gênese do termo-conceito real-animismo, surgida em Lueji, o nascimento de um império (1989).Pretende-se, neste simpósio, reunir estudos que versem sobre a ficção africana de língua portuguesa, problematizando, com base nos Estudos Narrativos, a armação de mundos possíveis ficcionais que se possam identificar como pertencentes ao Insólito Ficcional, percorrendo uma ampla seara de vertentes literárias próximas, desde a concepção de Ficção Fantástica, lato sensu, até a de Ficção Real-Animista.

Palavras-chave: Estudos Narrativos; Insólito Ficcional; Mundos Possíveis Ficcionais; Ficção Fantástica; Ficção Real-Animista.

SIMPÓSIO 12: AS ÁFRICAS EM SUA DIVERSIDADE LINGUÍSTICA: CRIAÇÕES LITERÁRIAS CONTEMPORÂNEAS NA ORALIDADE E NA ESCRITA

COORDENADORES:

AMARINO OLIVEIRA DE QUEIROZ-UFRN

JOSILENE PINHEIRO-MARIZ-UFCG

MARIA SUZANA MOREIRA DO CARMO-UFU

Uma ideia corrente no meio acadêmico é aquela que trata de categorizar as literaturas africanas em três principais áreas criativas: a chamada literatura oral, ou oratura, reunindo manifestações poéticas e o conjunto de narrativas da tradição transmitidas secularmente; a literatura escrita em línguas vernáculas ou arábicas, incluindo desde os seus registros iniciais, anteriores à presença colonial europeia até a produção mais contemporânea e, por fim, as literaturas escritas em idiomas europeus, nomeadamente o francês, o inglês, o português e o espanhol (NOMO NGAMBA, 2005), adotados como línguas oficiais e de comunicação interétnica em vastas zonas do continente após as independências nacionais, às quais acrescentaríamos o vasto repertório oral e escrito circulante em idiomas crioulos. Tal pluralidade linguística aponta para uma diversidade cultural, temática e estilística em que dicotomias como aquelas estabelecidas entre o Oriente e o Ocidente, o periférico e o central, o rural e o urbano, o factual e o extraordinário podem ser revistas e ressiginificadas. Assim, a arte da palavra, por muitas vezes, é tratada em sua dimensão performática de verbo, voz, silêncio, movimento, encenação, numa simultaneidade de linguagens onde a palavra escrita se inscreve como uma instância intimamente suplementada por outros componentes culturais, a exemplo do teatro, da mímica, do canto, da dança ou da expressão musical (QUEIROZ, 2007). Pelo exposto, o presente simpósio propõe uma discussão em torno das criações literárias orais e escritas produzidas por autoras e autores africanos em seus mais variados registros linguísticos, preferencialmente situadas a partir da segunda metade do século XX até os dias atuais. Serão bem vindos também estudos que se dediquem à expressão criativa africana em sua diáspora americana e caribenha de língua francesa, inglesa ou espanhola, bem como produções vernáculas, arábicas ou crioulas traduzidas ao português sob diferentes perspectivas de análise e crítica.

Palavras-chave: Áfricas; literaturas; diversidade linguística.


SIMPÓSIO 13: REPRESENTAÇÕES DA DESIGUALDADE E DA VIOLÊNCIA E SEUS MÚLTIPLOS SIGNIFICADOS NO ENTRELAÇAR DA LITERATURA E DA HISTÓRIA

COORDENADORAS:

RENATA FLAVIA DA SILVA-UFF

ROBERTA GUIMARÃES FRANCO- UFLAVRAS

De Os condenados da terra (1961), de Frantz Fanon, à Necropolítica (2018), de Achille Mbembe, observamos várias formas de interpretar e indagar as múltiplas situações de violência e desigualdade que envolvem o continente africano. Por sua vez, as literaturas africanas de língua portuguesa, no seu íntimo entrecruzar com a História, reencenam e/ou reinterpretam episódios históricos do passado colonial, mais distante ou mais recente, ou questionam a história contemporânea. Nesse sentido, este simpósio pretende agregar trabalhos que tenham como foco, para além da relação entre a Literatura e a História, os variados contextos de violência que marcaram a construção desses países e/ou que se apresentam com novas faces na atualidade.

Palavras-chave: Desigualdade; Violência; Literaturas Africanas de Língua Portuguesa; História

SIMPÓSIO 14: RESSIGNIFICANDO A IDENTIDADE INDIVIDUAL E COLETIVA NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA

COORDENADORAS:

KARINA CHIANCA VENÂNCIO -UFPB

ROSALINA MARIA SALES CHIANCA- UFPB

O nosso simpósio focaliza-se no estudo do Outro e de Si mesmo, através de diálogos transdisciplinares e transculturais, numa análise de espaços literários e linguageiros que permitam a (re)descoberta de identidades quebradas e em (re)construção permanente, em busca de equilíbrio individual na arquitetura e na harmonia de grupos. Ora, uma determinada sociedade se funda nos seus mitos, na sua religiosidade, nos seus rituais, nas suas crenças, seja através de uma transmissão oral e/ou escrita, seja através de expressões artísticas. Resgatar essa tradição, promovendo uma releitura e uma reavaliação das referências culturais, inclusive nos países que sofreram o processo de colonização, escravidão e exploração, tão presentes ainda nos tempos atuais, nos ajuda a construir a nossa identidade individual e coletiva, nos (re)situando na sociedade contemporânea. O indivíduo é transmissor dessa bagagem cultural e portador de uma identidade individual e coletiva; através não somente da palavra, mas também das diferentes formas artísticas, ele faz emergir toda essa memória afetiva, histórica e cultural. Pretendemos assim fazer emergir uma reflexão sobre a presença e a força da história e da memória coletiva para a formação de uma sociedade, onde se exprimem identidades linguísticas, literárias e culturais. É o que vamos tratar neste simpósio.

Palavras-chave: identidade; cultura; história; memória; transculturalidade

SIMPÓSIO 15: RELIGIOSIDADES E O SAGRADO NAS LITERATURAS AFRICANAS EM LÍNGUA PORTUGUESA E LÍNGUA INGLESA

COORDENADOR:

SILVIO RUIZ PARADISO- UFRB

O sagrado e religiosidade se tornam importantes dentro do espaço colonial, justamente por serem elementos presentes na mentalidade e discurso tanto do colonizador como na do colonizado. O tema é indissolúvel ao processo de colonização, uma vez que ambos os grupos antagônicos se serviram do fenômeno religioso na política colonial. Presente em diversas obras anglófonas e lusófonas de África, o sagrado e a religiosidade desenvolve-se em um contexto plural, social, econômico e cultural, em que as crenças, o animismo, os rituais, os mitos e as práticas sacro-profanas são da natureza humana, seja do invasor ou do invadido, pois como observa Rubens Alves em O que é Religião?, quando se esgotam todos recursos da 'técnica', florescem os representantes do sagrado: o padre, o missionário, a curandeira, o convertido, a feiticeira ou o xamã. Mia Couto, Chimamanda Adiche, Chinua Achebe, Soyinka, Boaventura Cardoso, Pepetela, Ben Okri, Kourouma, Paulina Chiziane, Odete Semedo, entre outros autores africanos veem nas práticas religiosas tradicionais de África, metáforas, símbolos e analogias altamente positivas para a construção literária, cujo intuito é, além de despertar emoções através da poética, trazer reflexões, denúncias e espaço para a reconstrução histórica e para a voz de etnias silenciadas. Desta forma, este simpósio quer discutir, questionar e problematizar as manifestações da religião e das religiosidades nas literaturas africanas pós-coloniais (anglófonas ou lusófonas) tanto no âmbito do colonizador como do colonizado, através de uma estética própria, que apresente as ambivalências, lutas simbólicas e o pensamento político do mundo (pós) colonial.

Palavras-chave: Religiosidade; Realismo Animista; Sagrado; Literaturas Africanas Pós-Coloniais

SIMPÓSIO 16: KUTA-KUTA, MEMÓRIA E ANCESTRALIDADE MOÇAMBICANAS

COORDENADORES:

ANDRÉ CALDAS CERVINSKIS - UEPB

MARIA JOSÉ DE MATOS LUNA- UFPE

Kuta-Kuta, Contos d'Africa, contos-crônicas em forma de capítulos, que poderiam ser lidos independentemente, de João Braga, é foco de nosso simpósio. Dialogando com a memória de seus ancestrais, num mescla de discurso de identidades pós-coloniais, narra a história de um moçambicano que imigra a Portugal e faz fortuna. Mas tudo isso é pretexto para o autor tecer críticas ou louvações às tradições africanas e posturas colonizadas ou colonizadoras. Fluida e não-hermético, com varrições de português moçambicano e dialetos nacionais, Braga trabalha a mímesis num discurso criativo e empolgante. Baseados na concepção de diáspora de Hall (2005) e local/global de Bhabha (1994), analisaremos criticamente esse livro de contos e seu personagem, Kuta-Kuta, seus deslocamentos e redescobertas.

Palavras-chave: Ancestralidade e memória; contos mocambicanos; Kuta-Kuta.

INSCRIÇÕES COM E SEM APRESENTAÇÃO DE TRABALHO


INSCRIÇÃO COM APRESENTAÇÃO DE TRABALHO ( para os participantes se inscreverem nos simpósios). 

Os interessados em participar no evento COM APRESENTAÇÃO DE TRABALHO em simpósios deverão realizar a inscrição até o dia até 30 de junho de 2019. 

A inscrição somente será concluída após o pagamento da taxa referente à CATEGORIA ESPECIFICADA NA FICHA DE INSCRIÇÃO.

INSCRIÇÃO COM APRESENTAÇÃO DE TRABALHO EM SIMPÓSIOS CORRESPONDE AO PERÍODO DE 16 DE ABRIL A 30 DE JUNHO DE 2019.  

ATENÇÃO As cartas de aceite serão enviadas na medida em que as propostas forem submetidas.

NORMAS PARA A SUBMISSÃO DE RESUMO


Título em caixa-alta - fonte 12, maiúscula, em negrito;

Nome(s) das(os) autoras(es) - à direita da página, uma linha abaixo do título, com maiúscula só para as letras iniciais. Logo em seguida, entre parênteses, indicar instituição a que estão vinculadas (os). Inserir em nota de rodapé o projeto de pesquisa que desenvolvem como bolsista de iniciação científica, monitoria, mestrado ou doutorado); acrescentar e-mail de cada autor(a);

O resumo deve apresentar no mínimo 300 caracteres.

Abaixo do resumo, inserir 3 palavras chave.

PASSO A PASSO


Enviar resumo ao e-mail:  afrolic2019@gmail.com

Ao receber carta de aceite, realizar a transferência bancária;

Em seguida, entrar novamente no site da AFROLIC 2019 e, no link de inscrição, baixar a ficha de inscrição e preenchê-la;

Para finalizar, enviar o comprovante de pagamento escaneado (ou print), a carta de aceite e a ficha de inscrição preenchida em anexo para o e-mail: afrolic2019@gmail.com

b) Serão aceitos no máximo 1 trabalho por autor. Caso haja um coautor, este também deve realizar a inscrição;

c) O envio de resumo deve ser encaminhado com o nome do simpósio escolhido para o e-mail: afrolic2019@gmail.com

d) Todos os inscritos no congresso da AFROLIC receberão um certificado de participação que corresponde a 45 horas de atividades.


FICHA DE INSCRIÇÃO 
para se inscrever como participante em simpósios

 CLIQUE AQUI 
Observação: serão 14 inscritos nos simpósio por dia .

INSCRIÇÃO SEM APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS


a) O prazo para inscrição sem apresentação de trabalho será até 29 de julho de 2019;

b) Preencher a ficha de inscrição e enviar imagem do recibo da taxa de inscrição;

c) Não é necessário enviar a carta de aceite;

d) Todos os inscritos no evento receberão um certificado de participação que corresponde a 45 horas de atividades

FICHA DE INSCRIÇÃO CLIQUE AQUI

PROCEDIMENTO PARA O PAGAMENTO DA TAXA DE INSCRIÇÃO


a) Identifique sua categoria de inscrição;

b) Forma de pagamento: Depósito identificado ou transferência bancária:

Banco do Brasil

Agência: 1668-3

Conta Poupança: 31.133-2

Favorecido: Tânia Maria de A. Lima

c) O comprovante deve ser enviado em formato PDF para o email : afrolic2019@gmail.com

FINALIZAÇÃO DA INSCRIÇÃO


Preencha a ficha de inscrição conforme as informações solicitadas e a envie com o comprovante de pagamento e a carta de aceite (este último, obrigatório apenas em caso de apresentação) ao e-mail: afrolic2019@gmail.com . 

MINICURSO


a) O participante deve fazer sua inscrição no minicurso escolhido no dia 29 de julho de 2019;

b) Só poderá participar do minicurso o congressista devidamente inscrito com ou sem apresentação de trabalho;

c) As vagas em minicursos são limitadas.;

d) Cada inscrito no minicurso receberá um certificado de participação que corresponde a 4 horas de atividades.

OBS: A FICHA DE INSCRIÇÃO PARA MINICURSO FICARÁ DISPONÍVEL NO DIA 20 DE JULHO DE 2019. 

​NORMAS PARA A SUBMISSÃO DE TRABALHO COMPLETO


Prazo final para entrega de artigos que serão publicados e-book AFROLIC 2019: 31 janeiro de 2020.

Parágrafo único: o trabalho completo deve ser entregue com 10 páginas no mínimo e com até 12 páginas no máximo, seguindo as orientações abaixo:

Título do trabalho - centralizado, em maiúsculo e negrito (sem grifos);

Nome(s) das(os) autoras(es) - à direita da página, uma linha abaixo do título, com maiúscula só para as letras iniciais. Logo em seguida, entre parênteses, indicar instituição a que estão vinculadas (os). Inserir em nota de rodapé o projeto de pesquisa que desenvolvem como bolsista de iniciação científica, monitoria, mestrado ou doutorado); acrescentar e-mail de cada autor(a).

CORPO DO ARTIGO CIENTÍFICO

a) Tipo de letra Garamond; tamanho 12;

b) Espaçamento 1,5 entre linhas. Não utilizar espaçamento entre parágrafos. Usar uma linha de espaço entre o corpo do texto e os subitens ou imagens ilustrativas, se houver.

c) Parágrafos - recuo de primeira linha: 1,25cm;

d) Subtítulos - devem vir em negrito, com apenas a primeira letra em maiúscula;

e) Notas - devem aparecer ao pé da página, tamanho 10, com numeração de acordo com a ordem de aparecimento. As palavras em idioma estrangeiro devem estar sempre em itálico;

f) Citações - com até três linhas - devem estar entre aspas (sem itálico), com informação do sobrenome do(a) autor(a) entre parênteses, contendo ano de publicação do livro e paginação. Citações com mais de três linhas devem vir com recuo de 4 cm na margem esquerda, fonte de letra tamanho 10), sem aspas, sem itálico e também seguidas do sobrenome do autor, ano de publicação da obra e página.

g) As referências devem estar em espaço simples de entrelinhas, separadas uma das outras por dois espaços simples e justificadas apenas à esquerda, segundo ABNT 6023 em vigência. Citar apenas os livros utilizados na construção do artigo científico.

Parágrafo único: Os artigos com revisão linguística e de normalização segundo ABNT, devem ser encaminhados pelas(os) autoras(es) à comissão organizadora do livro III AFROLIC

ATENÇÃO: alunos de graduação sem pesquisa de PIBIC ou PIBID não poderão enviar artigos científicos completos para publicação.

INFORMES ADICIONAIS:

Os artigos científicos entregues passarão por parecer técnico de três membros do conselho científico, cujos nomes estão visíveis no final deste edital.

ARTIGOS PLAGIADOS NÃO SERÃO ACEITOS NA SINDICÂNCIA DA COMISSÃO CIENTÍFICA AFROLIC 2019.

ARTIGOS QUE ESTIVEREM FORA DAS NORMAS DA ABNT NÃO SERÃO PUBLICADOS.

A publicação do e-book AFROLIC 2019 tem lançamento previsto em 2020.

COMISSÃO CIENTÍFICA AFROLIC 2019


Anória Oliveira (UNEB)

Carmen Secco Tindó (UFRJ)

Conceição Flores (UNP)

Derivaldo dos Santos (UFRN)

Elio Fereira (UESPI)

Enilce Albergaria (UFJF)

Izabel Cristina dos Santos Teixeira (UNILAB-CE)

Josilene Pinheiro Mariz (UFCG)

Jurema Oliveira (UFES)

Lisabete Coradini (UFRN)

Nardi de Sousa (Cabo Verde)

Roland Walter (UFPE)

Rosalina Chianca (UFPB)

Rosilda Alves (UEPB)

Sávio Roberto Fonseca de Freitas (UFRPE)

Simone Caputo Gomes (USP)

Susana Guerra ( UFRN)

Tânia Lima (UFRN)

Vanessa Riambau (UFPB)

Vânia Vasconcelos (UNILAB/BA)

Zuleide Duarte(UEPB)

HOMENAGEADOS

Conheça os homenageados AFROLIC 2019

Pesquisadoras Homenageadas: 
Laura Padilha, Inocência Mata e Nilma Lino Gomes

Escritor Homenageado:       
Luís Romano 

Escritoras Homenageadas: 
Ana Paula Tavares, Ana Mafalda Leite e Sônia Sultuane. 

ORIXÁS HOMENAGEADOS